terça-feira, 28 de Julho de 2009

Danilo Gouveia - 40 Anos de Pintura (1960-2000)




Uma vez por outra no mundo nascem verdadeiros artistas, e alguns de nós têm a sorte de conhecê-los em vida para relembrá-los para sempre mesmo depois de partirem. Tenha tido o reconhecimento merecido, ou não, foi e sempre será um dos maiores artistas que esta Ilha já teve, e para além disso uma pessoa fascinante.

Os verdadeiros artistas são isso mesmo, pessoas simples para os que os rodeiam mas muito complexas por dentro, a humildade aparente faz com que hoje ainda seja lembrado, pelo artista e pelo homem que foi.

Na nossa infância podemos não perceber que estamos perante um grande artista, principalmente quando estamos perante alguém que nunca usou de vedetismos, mas mais tarde percebemos que aqueles passeios no pequeno carro azul tinham outro significado, e que por trás de todo aquele sentido de humor e naturalidade “morava” a alma solitária e incompreendida de um verdadeiro artista.

Alguns de nós vamos poder dizer que conhecemos na vida um verdadeiro artista, um daqueles mesmo verdadeiro, não os que aparecem em revistas, não os bajulados por todos, não aqueles que enriquecem rapidamente com a venda das suas obras nem desdenham do trabalho dos demais para se encher dentro de si, mas sim o artista completo e simples que nos transmite a beleza da sua arte através daquilo que faz mas também a partir daquilo que é.

Nunca tirarei da imagem aquela figura alta e enigmática, de pincel na mão em frente ao cavalete, franzindo o sobrolho, ou em frente ao computador acompanhando a evolução do seu tempo. Para sempre me lembrarei do que é um verdadeiro artista, e poderei dizer que conheci um, um dos melhores!

"Quando em 1960, fiz a exposição não conseguia imaginar, ou melhor, imaginava o meu percurso de uma forma totalmente diferente do que realmente foi.

Passaram-se muitas coisas. Sobretudo, aprendi e aprendi muita coisa e até penso que o mais importante é ainda não me ter cansado de aprender.

Não sei bem porquê mas desde que me lembro, sempre quis ser pintor, fundamentalmente ser pintor e para sê-lo o percurso foi forçosamente arriscado. Durante todos estes anos, tive de pagar um preço… quase sempre incompreensão, desconfiança, hostilidade, muitas vezes a “fome” interior.

Mas apesar de tudo o balanço é positivo. Ser pintor foi a realização de um sonho e criar coincidiu sempre com sonhar… Valeu a pena porque muita gente começou a perceber os meus “sonhos” e com ou sem lanterna encontrei alguns que sentiram emoção ao contemplar o que fiz.

Nunca teórico. A intuição e sobretudo o fazer foram encontrando o que tinha sonhado. Valeu realmente a pena porque corri o risco de ir abrindo uma série de portas sem saber o que estava para além delas, corri o risco de salvar os meus sonhos.

Não posso deixar de cita Fernando Pessoa, ele mesmo: “O que não temos, ou não ousamos ou não conseguimos, poderemos possuí-lo em sonho e é com esse sonho que fazemos arte”.

Tive de renunciar a muita coisa. Infelizmente nunca deixei de sofrer com a solidão e aborreci-me muitas vezes por não andar senão comigo.

Neste percurso, há uma referência fundamental o Jazz… o ritmo, a improvisação, o espaço de liberdade…

Quem estiver atento, poderá ler isso mesmo e encontrar coincidências nos sons e nas cores e se sentir alguma Alegria e Paz, então valeu realmente a pena."

Danilo Gouveia

Danilo Gouveia e Fernando Homem da Costa


Auto-retrato

terça-feira, 14 de Julho de 2009

Pensamento...


(...) - Segundo os estudiosos, temos todos os dias cerca de setenta mil pensamentos. Positivos e negativos, banais e profundos. Não devemos julgá-los: são como nuvens que passam. Somos responsáveis pelo que fazemos, mas não pelo que pensamos. Por isso, quando alguma ideia te angustia, limita-te a colocar-lhe a etiqueta "pensamento" e deixa-a passar. (...)"

Francesc Miralles e Care Santos in O melhor lugar do Mundo é aqui mesmo

quarta-feira, 3 de Junho de 2009

HOME - Eu vou lá estar!

Estreia Mundial do Filme HOME

05 de Junho, Sexta, 21H00, Centro de Congressos da Madeira

Home é uma longa-metragem realizada por Yann Arthus-Bertrand e produzida pelo famoso realizador Luc Besson. Sem recorrer a argumentos políticos e constituído por paisagens aéreas do mundo inteiro, Home pretende sensibilizar a opinião pública mundial sobre a necessidade de alterar modos e hábitos de vida a fim de evitar uma catástrofe ecológica planetária. Yann Arthus-Bertrand leva-nos numa viagem original à volta da Terra, para que possamos contemplá-la, entendê-la. HOME vai ajudar-nos a perceber a nossa relação com o nosso planeta. Serão revelados, em simultâneo, as preciosidades que ela nos oferece e as marcas que deixamos para trás, com o único objectivo: encorajar-nos a proteger o mundo.

Fonte: Site da Fnac

quarta-feira, 27 de Maio de 2009

Dharma e Greg

Já conhece? Quase de certeza! Para mim tem sido um dos melhores antídotos para conseguir boa disposição. Um episódio e é como um remédio para ver a vida, nem que seja por alguns instantes de um modo mais colorido.

Não era bom que fosse tudo assim fácil e que as diferenças dessem para fazer comédia e mais nada! Se passassemos mais tempo a nos rir das diferenças em vez de dramatizar eramos mais felizes talvez. Mesmo que seja utópico, Dharma e Greg conquistou-me! Aconselho!

Para saber mais visite o site e descubra o elenco da série.

domingo, 24 de Maio de 2009

"Educar os Filhos"



“Acusado de tudo, de fascista para baixo, o pediatra líbio-francês Aldo Naouri diz que que os pais se demitiram do seu papel de educadores e em vez disso se dedicam a satisfazer a criança no desejo de se fazerem amar. Diz que transmitimos à criança que não só pode ter tudo como tem direito a tudo, içando-a ao topo do edifício familiar, onde ela nunca esteve…Diz que estamos perante uma epidemia que encoraja os pais a seduzirem as crianças, tornando-as seres obsessivos, inseguros, amorfos e emocionalmente ineptos, que não sabem gerir as suas pulsões e são incapazes de encontrar o seu lugar no mundo.”

Catarina Fonseca in Activa (Maio 09)

“…Hoje, todo o tipo de transcendência desapareceu, e quem ficou no lugar de Deus?...”

“ A saúde física e psíquica das crianças fabrica-se na cama dos pais. Porque isso não acontece, é que há tantos divórcios, e depois a vida torna-se muito mais complicada para a mãe, o pai e a criança…”

“Todo o mundo vai no sentido de deixar a criança fazer o que quer, porque é mais fácil que ela não cresça. Mas o que vai acontecer é que essas crianças, se não travadas, vão fabricar sociedades absolutamente abomináveis, onde será cada um por si, onde não haverá solidariedade”.

“Uma vez, apareceu-me uma mãe muito alarmada porque a filha não dormia. Aconselhei-a a dizer à criança, antes de dormir: “Podes dormir tranquila. Não preciso mais de ti hoje.” E a criança dormiu a noite toda.”

Aldo Naouri in Activa (Maio 09)


Não custa nada...

terça-feira, 28 de Abril de 2009

C.S.I. Funchal


Vale a Pena visitar...e futuramente, assistir!

http://csifunchal.blogspot.com/


quarta-feira, 15 de Abril de 2009

Absolutamente Geniais - Ddiarte



Conheçam o seu trabalho aqui:

Olhares

Sintra Museu de Arte Moderna - Colecção Berardo

De naturalidade portuguesa esta dupla de artistas nasceu na Ilha da Madeira. Diamantino Jesus (n. 1969) é formado em Design de Projectação, pela Universidade da Madeira e tem um curso de Restauro de Arte Sacra, feito em Pamplona. Desde a década de 90 fez várias exposições colectivas e individuais, realizadas na Região Autónoma, tendo, também desenvolvido trabalhos de restauro e design. Zé Diogo (n.1966) formou-se em Engenharia Química, pelo Instituto Superior Técnico de Lisboa, pese embora, tenha-se dedicado à pintura, expondo o seu trabalho um pouco por toda a Ilha da Madeira.

Em 2003 juntaram-se num projecto artístico, intitulado DDiArte e desde então têm-se dedicado à fotografia digital manipulada artisticamente, a qual tem vindo a ser meritoriamente reconhecida através de prémios e solicitações diversas. Nesse mesmo ano ganharam a medalha de bronze Gaudi no âmbito da “V Bienal Internacional de Fotografia XLV Medalha Gaudi”, tendo o trabalho Sonho de Verão (2003) ficado em exposição na Catalunha. Ainda, no mesmo ano o trabalho Liberdade do Telefone Fixo (2003) foi galardoado com o prémio PHOTO/CEGETEL em Paris. Em 2004 as obras Hanged (2003) e Varanda I (2003) foram integradas no maior concurso de fotografia a nível internacional, sendo o trabalho publicado na revista francesa PHOTO. No mesmo ano tiveram uma exposição itinerante que percorreu as principais sedes da Caja de España, em Espanha e uma colectiva “O Corpo em Movimento”, no Museu da Electricidade, Casa da Luz, na Madeira. No ano de 2005, voltaram a ganhar, desta feita, as medalhas de Ouro e Bronze Gaudi no contexto da “VI Bienal Internacional de Fotografia XLV Medalha Gaudi”. Em 2006 contaram com uma exposição colectiva “Sem Qualidade”, no café Fora d’Oras, na Madeira e uma exposição individual “Miragens Perversas” na sede da empresa vinícola Bacalhôa Vinhos de Portugal, em Azeitão.

O corpo humano é o recurso eleito e recorrente destes dois artistas, como forma privilegiada de exposição do fenómeno estético. Através do corpo humano a DDiArte veicula e transmite as suas mensagens, mais ou menos críticas da sociedade, por vezes, sarcásticas e satíricas, oníricas e mitológicas, através de jogos subversivos do real. O corpo é apresentado de uma forma hedonista, por vezes narcísica e desvitalizada, mas em que os cânones clássicos de beleza e proporção são idolatrados e a “celebração das musas” e da sensualidade são expostas através de uma linguagem fotográfica, prenhe de detalhes hiper-reais.

Fonte: The Berardo Collection


Ellen Fisher Turk


Ellen Fisher Turk - SITE OFICIAL


A Fotógrafa – Ellen Fisher-Turk vive e trabalha em Nova Iorque. Iniciou sua carreira como repórter de rádio e posteriormente como produtora e directora de documentários (…)

Nos últimos dez anos tem trabalhado em duas frentes: como terapeuta, actua na educação de crianças especiais de 3 a 5 anos de idade. É graduada em Educação Especial com especialização em Problemas de Aprendizagem.

O uso terapêutico que faz da fotografia é conhecido como Foto Terapia. Nesse trabalho, utiliza fotos em preto e branco de mulheres vestidas ou nuas, associado à escrita de um diário, com o objectivo de transformar a imagem que as mulheres têm do seu corpo e a sua auto-estima. Muito já foi escrito sobre seu trabalho e divulgado internacionalmente.

Ellen Fisher-Turk expôs o trabalho em fotografia, que agora é apresentado no Sesc Pinheiros, em Nova Iorque, Las Vegas, Ohio, Boston e recentemente no Centro Cultural Recoleta, em Buenos Aires.

Já ministrou workshops sobre seu método de trabalho em foto-terapia em universidades e hospitais americanos e participou de encontros e conferências sobre distúrbios alimentares como anorexia e bulimia, além de artigos publicados em revistas americanas como a People, Elle, e jornais como El Clarín (Argentina) e The Observer (Londres), The New York Post (Nova Iorque), Mademoiselle e Joy (Berlin); entre outros. Participou de programas de TV americanas MSNBC e Oprahs Oxygen Network, e Good Morning América, entre outros.

Fonte: http://forum.brfoto.com.br/index.php?showtopic=11267

Retratos da Nossa Terra


A exposição itinerante de fotografia “Retratos da Nossa Terra – Madeira e Porto Santo”, promovida pela Câmara Municipal do Funchal e pelo Jornal da Madeira, será apresentada, no Teatro Municipal Baltazar Dias, a partir do dia 15 de Abril. A inauguração está agendada para as 18 horas.

Obras de: Agostinho Marcelino Gomes e Teles João Agostinho Ornelas do município de Santana, Franklin Gomes Nunes e Joana Homem da Costa, de Santa Cruz, Liliana Cardoso e Pedro Freitas Fernandes de São Vicente, Elisabete Rodrigues Andrade da Ponta do Sol, Márcia Rubina Pereira Mendonça do Porto Moniz, Pedro Paulo Freitas Menezes do Porto Santo e Cláudio Micael da Ribeira Brava. Valter Gouveia da Calheta, Dário Miguel Ferreira dos Santos de Câmara de Lobos, Roberto Ramos ) e Maria Gorete Fernandes do Funchal e Carla Micaela Rodrigues Gomes de Machico .


Lê a noticia na integra em: http://www.jornaldamadeira.pt/not2008.php?Seccao=13&id=110197

terça-feira, 31 de Março de 2009

O seu IRS é Solidário?


Este ano não se esqueça de que o Estado permite que 0,5% do imposto liquidado anualmente por cada contribuinte reverta a favor de uma Organização de Apoio Social e Humanitário Sem Fins Lucrativos ou de uma Pessoa Colectiva de Utilidade Publica.

Não há quaisquer custos para o contribuinte que, desta forma, apenas diz ao Estado como quer que aplique uma pequena parte do imposto que paga todos os anos.

Para ajudar uma das 77 instituições inscritas junto das Finanças basta indicá-lo no Campo 902 do Quadro 9 no ANEXO H, colocando aí o NIF da instituição que decidir apoiar este ano com parte do seu IRS.

Lembre-se que esta ajuda não afecta qualquer reembolso a que eventualmente tenha direito, e que continuará a receber. Neste caso, ajudar é fácil e não tem quaisquer custos.

Fonte: Revista Activa

quinta-feira, 19 de Março de 2009

Ajude a Ajudar!

Assunto: PEDIDO DA SPAD

Eu já tenho o meu companheiro mais lindo do mundo, e você?
Passo aqui a mensagem da SPAD que tanto precisa e merece a nossa ajuda!


Caros Amigos e Amigas,
A SPAD - Soc. Protectora dos Animais Domésticos do Funchal, precisa da vossa ajuda!·


Neste momento estamos super lotados com cães que nos chegam diariamente, desde ninhadas acabadas de nascer a cães adultos recolhidos das ruas.
Não aguentamos mais!
Peço-vos encarecidamente que, dentro dos vossos círculos de amizades, procurem quem possa, quem tenha condições e queira adoptar um dos nossos animais para companhia ou guarda que o façam dirigindo-se a esta Sociedade para que possamos continuar a ajudar os nossos amigos de 4 patas com bem estar e qualidade de vida. Espero poder contar com a vossa ajuda.
Por favor divulguem esta mensagem ao maior número de pessoas possível.
O nosso sonho seria encontrar 220 famílias que adoptassem, cada uma delas, um dos 220 cães à nossa guarda.
Nesse dia, seríamos completamente felizes !
Agradeço também que divulguem aos vossos amigos a necessidade de evitar ninhadas indesejadas, esterilizando as cadelas e identificando
todos os animais com 'micro chip'.


Se precisar de informações, ligue-nos:
Tel. 291 220 852 - Estamos ao vosso dispor.
Por favor, ajude-nos a ajudá-los!
Pelo que puderem fazer por eles, o meu sincero obrigado.
José Carlos Gomes - Membro da Direcção da SPAD

terça-feira, 17 de Março de 2009

Produto Regional

Por regra, acho que o produto Regional é sempre digno de ser visto atentamente!
Mas este parece ser mesmo bom!
Tive pena de não ter podido assistir à Estreia, também não tinha convite! Mas ouvi dizer muito bem. Aconselho!

terça-feira, 10 de Março de 2009

GENIAIS estes bichos!

  1. video

domingo, 8 de Março de 2009

Alberto Pimenta sobre os Portugueses:


OS PORTUGUESES não formam uma sociedade porque não são sócios uns dos outros. Tomemos os exemplos mais corriqueiros. Na cidade velha, vai-se pela rua e pode-se apanhar com sacos de migas de pão ralado, atirados aos pombos, na cabeça. E a rua está cheia de cagadelas de cão, coisa que não se vê em mais cidade nenhuma, porque cada um entende que o espaço público se pode sujar à vontade. Lisboa é habitada por uma horda que usa fato e gravata e anda de automóvel, mas que não chegou sequer ao patamar mínimo de civilização urbana. Começa-se sempre de cima para baixo. A Lisboa 94, com a sua falta de ideia, fez várias coisas em cima sem haver nada em baixo, confundiu arte com cultura. A cultura começa nas ruas onde se pode andar, no ambiente cuidado, nos jardins tratados, que não existem.

Há um total desprezo do próximo, uma falta de noção dos direitos e deveres urbanos civilizacionais. Soube agora de um caso que se passa num prédio normal do centro da cidade. Há alguém que guarda a moto do filho de família no patamar entre o terceiro e o quarto andares e, quando Ihe vão dizer que não o pode fazer, essa gente que é licenciada fecha a porta, dizendo: «A moto é minha, eu faço o que eu quero!» Tal e qual como o sapateiro que bate no filho e diz: «O filho é meu, eu faço o que quero!». É a sociedade do «salve-se quem puder». A maior parte das discussões que se geram em bichas, em lugares públicos onde se reclama um direito, resulta da falta de noção muito exacta que qualquer alemão, francês ou italiano tem dos seus direitos e deveres. Aqui é tudo uma «questão particular». Passa a não ser uma sociedade organizada mas um clã. É simpático, de repente, encontrarmos uma grande humanidade e intimidade onde menos esperávamos. Sabe bem mas o preço é caro, implica um dia-a-dia desgastante, onde tudo funciona improvisada e desastradamente. Nem se pode andar pelas ruas porque os carros ocupam os passeios. São insignificâncias que vão criando e alimentando quotidianamente um mal-estar, um cansaço, uma perda de energia. Quando ando pela Baixa duas ou três horas, começo a sentir um esgotamento de tipo espiritual, ao contrário do que acontece em qualquer cidade europeia em que fico mais alerta, enérgico e cheio de ideias. Aqui, começo a arrastar os pés e a andar em passo de procissão, que é como fazem os portugueses, um pouco vergados, dai a metáfora de trazer um peso nas costas. Há, de facto, um peso qualquer que está lá dentro, nas costas do espírito. Este país é como uma eterna pequena constipação.

E esta fatídica vocação para as pantufas... Conta-se que, depois do terramoto, alguns aristocratas que ficaram sem palácio instalaram-se em barracões onde é hoje o Rato, com grande promiscuidade e as couvinhas lá atrás. Quando os palácios ficaram prontos, não queriam sair, pois era ali que lhes sabia bem. Isto define a mentalidade portuguesa.

A arte em Portugal não tem a ter com a vida. O museu e o espectáculo são coisas que se passam em lugares fechados, com horário e um culto feito em grande parte de snobismo e de obrigação social. Daí o grande desconforto dos artistas em Portugal, uma espécie de marcianos, porque aquilo que fazem não tem nada a ver com os interesses da sociedade. Em Itália. o cidadão mais humilde tem uma intuição, um conhecimento e uma veneração pela arte que aqui terá talvez o equivalente na veneração pela Nossa Senhora de Fátima. Até coincide porque é a veneração por um desconhecido, pelo que está para além da razão. Se não houvesse motivos exteriores, não creio que fizesse falta a quem quer que fosse ir a exposições de pintura, ao teatro ou à ópera.

Há um egoísmo perfeitamente catastrófico que caracteriza os portugueses. No seu dia-a-dia, desde que tenha resolvido o seu problemazinho e possa comer o seu bifinho com batatas fritas ou o seu bacalhauzinho, já tira dai um prazerzinho que o deixa satisfeito. O Eça usou todos esses diminutivos com razão, porque tudo é pequeno, da dimensão ao espírito. Satisfazem-se com pouco.

Outra característica dos portugueses é ter medo do risco, podem cair no ridículo, que fica muito mal. Ora para fazer grandes coisas, é preciso arriscar cair do trapézio. Mas os portugueses preferem trabalhar com rede ou então a um metro do chão. Os Descobrimentos foram uma necessidade porque essa gente que vinha do Norte do Pais, a cair de fome e a morrer pelo caminho, não tinha outra hipótese. E não esqueçamos os mercenários. Os relatos deixam-nos imaginar o tormento daquelas viagens, com doenças e sem comida, em condições de puro desespero. Depois, lá veio a mitificação histórica. Obviamente haveria alguns, poucos, a começar pelo infante D. Henrique, que teriam o seu projecto de alargar a Terra, de chegar a qualquer lado e de tirar lucro, que é o que faz correr o homem. O Camões diz textualmente, n’Os Lusíadas, que «nunca houve nação, nem bárbara, que prezasse tão pouco as artes como a portuguesa». E o padre António Vieira dizia, naquelas etimologias divertidas, que o mundo é mundo porque, por antífrase, é imundo tal como a Lusitânia se chama assim já que não deixa luzir ninguém por causa da inveja. E podíamos continuar com o Eça, com o António Nobre, com os que reflectiram porque tiveram oportunidade de comparar... (...).

Vivi na Alemanha muitos anos e pude constatar que o mito do amor ao trabalho dos Alemães é falso. Não gostam de trabalhar, mas sabem que e preciso. Por isso, fazem-no o mais eficientemente possível. Durante o trabalho, os alemães não conversam sobre futebol nem as alemãs falam de meninos, como aqui. E fora dele é tabu falar sobre isso. Ao contrário de Portugal, onde se passa o almoço a falar do trabalho, uma paranóia perfeita.

Enquanto a Europa é urbana e civilizada há muito tempo, em Portugal o crescimento faz-se por saltos muito grandes. Temos a ideia de que o progresso é deitar fora o que há e substituir pelo novo, o que mostra que não o conseguimos integrar. Em cada época, há elementos que definem o novo-riquismo. No século XVI, o embaixador do Papa escrevia para Roma a dizer que não entendia porque é que o barbeiro, um homem muito pobre, tinha um pretinho para Ihe carregar a bacia quando ia fazer a barba a casa do cliente. Na Segunda Guerra, houve o boom dos novos-ricos do volfrâmio e dizia-se que eles comiam a sardinha assada com pão-de-ló. Hoje continua e, apesar do novo-riquismo destes anos em que já somos europeus, basta por o pé para lá da fronteira para perceber que somos cada vez menos em termos culturais. Temos o mito das melhores praias, dos melhores vinhos, mas quanto tempo vão durar? Há terrenos próximos de Lisboa, na zona do Ribatejo, que estavam classificados para agricultura exclusivamente. Há três ou quatro anos saiu um decreto que permite utilizá-los para campos de golfe desde que sejam reconvertíveis. Daqui a 15 anos, comeremos bolas de golfe em vez de couves...

Os Ingleses, mesmo lá no extremo do Sahara, continuam a manter a nacionalidade e a beber o chá das cinco porque têm uma personalidade forte. Mas um português na Alemanha, ao fim de cinco anos é alemão, e no Japão torna-se um autêntico japonês. Tem uma capacidade espantosa de adaptação, uma qualidade que lhe facilita a vida, mas que é sinal de uma personalidade fraca. O nosso racismo é económico. Tratamos com servilismo os que têm mais dinheiro que nós, embora haja quem diga que isso é a cordialidade do português a acolher os estrangeiros.

Tal como há quem diga que a língua portuguesa é o espanhol sem ossos. Compare-se o «quero-te» com o «te quiero»: enquanto num a entoação morre no fim, no outro a afirmação é evidente logo no som. É como se nem na língua tivéssemos coluna vertebral.

Portugal ficou a meio caminho entre o Norte de Africa e a Europa. E não se consegue definir. É pobre combinar as coisas sem definir uma ideia e uma identidade próprias. Não há, em Portugal, politica no sentido autêntico da palavra, uma ideia de sociedade para dar forma ao Estado. Não há partido que a tenha, excepto, talvez, o comunista, mas não é uma ideia própria. Os políticos portugueses, tal como os artistas, são preguiçosos, pouco competentes e bastante diletantes.

Diário de Notícias, 29 de Janeiro de 1995

Imperdível!

Para quem perdeu este espectáculo este fim de semana no Centro de Artes da Calheta - Casa das Mudas, nem sabe o que perdeu.
Para quem não está na Madeira trate de tentar agarrá-los algures pelo País porque vale mesmo a pena!
Imperdível!



Sinopse: Um recital envolvente, de ritmo avassalador, com o intimismo de um ensaio, que rompe com o silêncio das bibliotecas.

De textos na mão, quase ao desafio, trocando informalmente de papéis, os actores João Lagarto e Vítor Norte levam-nos numa viagem de 60 minutos por textos variados, de autores consagrados, entrelaçados de forma inesperada e surpreendente.

Por vezes, até para os próprios actores.

São interpretados textos de Alexandre O´Neill e Alberto Pimenta, entre outros autores, numa recolha feita por João Lagarto.

Esta peça que não é bem teatro, mas também não é recital de poesia.

Ficha artística

. Textos de Alberto Pimenta, Alexandre O'Neil e vários outros

. Recolha e alinhamento: João Lagarto

. Produção: Alternative Media / António Gonçalves Pereira

. Fotografia: Santos d'Almeida

Classificação etária - maiores 12 anos

Duração do espectáculo - 60 minutos, sem intervalo


quarta-feira, 25 de Fevereiro de 2009

E esta?

"NOTHING IS CERTAIN EXCEPT CHANGE"

"Even the simplest system may show unpredictable signs of change."

Science Museum - London


segunda-feira, 16 de Fevereiro de 2009

"He had it coming"

Para mim...das cenas mais brilhantes alguma vez conseguidas num Filme!
Musical perfeito! Cena perfeita! Música perfeita! Tudo Perfeito!

quinta-feira, 12 de Fevereiro de 2009

FILME DO MOMENTO!

Música para Sempre!

quinta-feira, 5 de Fevereiro de 2009

Frase do Dia

"A galinha dos ovos do outro é sempre melhor que a nossa!"

P.S. Não se trata de um erro gramatical, mas sim de uma frase profunda proferida às 2:32 da manhã por um Ser Especialmente profundo.

quarta-feira, 4 de Fevereiro de 2009

EXPOSIÇÃO DE FOTOGRAFIA - ALZHEIMER PORTUGAL - DELEGAÇÃO RAM

Objectivo:

Este projecto, levado a cabo pela Alzheimer Portugal, Delegação da RAM, consiste numa exposição de fotografias, segundo um tema relacionado com a problemática da doença de Alzheimer, com vista a angariação de fundos para a realização de um sonho da Delegação da RAM que é a criação de um Centro de Dia para Doentes de Alzheimer.

Venha colaborar connosco, exponha os seus trabalhos e ajude-nos a realizar este sonho que tanto vai beneficiar os doentes de Alzheimer como os cuidadores.

Participe nesta causa, divulgue o seu trabalho fotográfico enquanto se lembra de quem já não se consegue lembrar…

TEMA: “MEMÓRIAS DAS MINHAS LEMBRANÇAS”

O que realmente importa na vida e o que nunca queremos esquecer.

Na vida há sempre momentos, acontecimentos, gestos que nos marcam, que não nos saem da memória. Podemos relembrar a essência da vida por meio de locais inesquecíveis ou meros objectos.

O que mais marcou e sempre irá marcar. Se pararmos para pensar no que nos faz viver dia após dia, o que realmente importa, o que nos ensinou e influenciou a sermos quem somos, e o que nunca queremos que nos saia da memória….

PARTICIPE: PEÇA O REGULAMENTO E FICHA DE INSCRIÇÃO PELO EMAIL: alzheimerfunchal@gmail.com



quarta-feira, 21 de Janeiro de 2009

Everyting

segunda-feira, 19 de Janeiro de 2009

Estilista de Eleição


PATRÍCIA PINTO

Nasceu em 1976 no Funchal e concluiu o curso de Design no IADE em 1998.


A sua actividade começou em 1993 e até 2000 participou, entre outras acções, no Fashion Performance na Fil – Media e Moda; na Sessão de abertura da Expo 98 com propostas para atletas do Sporting Clube de Portugal e nos Bastidores da Moda Lisboa.

Apresenta a colecção de Primavera/Verão 2000 no Restaurante Bar “Fora de Horas” no Funchal.
Em 2001 participa, pela primeira vez, no Portugal Fashion na Madeira.

Em 2004 colabora com vários projectos no desenvolvimento de fardas e apresenta a sua colecção Primavera/Verão. Já em 2005 apresenta-se no Funchal Fashion Week.


quinta-feira, 15 de Janeiro de 2009

Muda de Vida

Muda de Vida
António Variações

Muda de vida se tu não vives satisfeito
Muda de vida, estás sempre a tempo de mudar
Muda de vida, não deves viver contrafeito
Muda de vida, se a vida em ti a latejar

Ver-te sorrir eu nunca te vi
E a cantar, eu nunca te ouvi
Será te ti ou pensas que tens... que ser assim

Ver-te sorrir eu nunca te vi
E a cantar, eu nunca te ouvi
Será te ti ou pensas que tens... que ser assim

Olha que a vida não, não é nem deve ser
Como um castigo que tu terás que viver
(…)

Música do Momento

quarta-feira, 7 de Janeiro de 2009

Cathy

terça-feira, 6 de Janeiro de 2009

Hotel das Mascotes

Le Petz - hotel das mascotes

É com prazer que apresentamos - Le Petz, hotel das mascotes - canil e gatil, um serviço localizado na Ilha da Madeira, para o bem-estar do seu mascote e sua tranquilidade, aberto todo o ano.

O nosso serviço, personalizado, assim como o nosso profissionalismo, dar-lhe-á, certamente, plena satisfação, bem estar ao seu "mascote".

Vá para férias tranquilamente e deixe o seu mascote connosco.

Proposta de serviços :

Transporte do seu animal;

Fornecimento de alimentação e acessórios animais;

Banhos e tosquias (com transporte se solicitado);

Alojamento (com transporte se solicitado).



sábado, 3 de Janeiro de 2009

Excelente 2009

segunda-feira, 29 de Dezembro de 2008

Mulheres Que Amam Demais

Quem são as Mulheres que Amam Demais e os Co-Dependentes?


As mulheres que sofrem de dependência afectiva são conhecidas como "Mulheres que Amam Demais", devido ao livro de Robin Norwood com o mesmo nome. "Amar demais" tem o sentido de amar excessivamente, de forma doentia, controladora e obsessiva. Como diz a sinopse do livro “Para algumas mulheres, amar é sempre sinónimo de sofrer. As mulheres que amam demais são atraídas por homens perturbados, distantes, temperamentais e ignoram os “bons rapazes”, que consideram aborrecidos. Põem de parte amigos e interesses para estarem sempre disponíveis para ele. Sentem-se vazias sem ele, muito embora estar com ele seja um tormento.“

Embora as mulheres sejam afectadas em maior número, esta é uma doença dos dois sexos que não exclui os Homens.

Amar demais ou co-dependência são sinónimos, embora o termo co-dependência muitas vezes seja associado às pessoas que mantém relacionamentos com alcoólicos e toxicodependentes.

Normalmente um dependente de relacionamentos cresceu numa família disfuncional, onde as suas necessidades emocionais não foram atendidas. Quando era criança recebeu pouca atenção e para tentar diminuir sua carência tornou-se uma pessoa altruísta, que dá aos outros mais do que lhe é pedido, esperando receber em troca o carinho de que necessita. Como não foi capaz de transformar os seus pais em pessoas mais carinhosas e atenciosas, inconscientemente procura um parceiro pouco atencioso e emocionalmente indisponível, que tenta mudar através do seu amor, repetindo assim o comportamento que tinha em criança.

Como não foi amado ou não aprendeu a amar de forma saudável repete o mesmo comportamento com o parceiro. É dependente do parceiro e da dor emocional que um relacionamento disfuncional lhe proporciona. Os dependentes de relacionamentos cresceram com esta dor e confundem-na com amor. Esta confusão, que ocorreu na infância, faz com que inconscientemente considerem que dor e amor são a mesma coisa e que por isso repitam o mesmo padrão de comportamento pelo resto da vida.

Com medo do abandono e acostumados à falta de amor nas relações pessoais, estão dispostos a perder o seu tempo, sonhos e metas para manter um relacionamentos que acaba por não ser satisfatório. Sua auto-estima é baixa. O co-dependente tem necessidade de controlar as pessoas e os relacionamentos, por medo de perda, por carência e por insegurança. Mas disfarça esse controle, colocando-se como uma pessoa prestativa, sempre pronta a ajudar.

Em vez de verem a situação real em que vivem, os co-dependentes idealizam os relacionamentos. Acabam por se envolver com pessoas cuja vida emocional é caótica, incerta e sofrida. Incapazes de se aperceber dos seus próprios problemas, procuram pessoas complicadas que precisem de sua ajuda e que tentam mudar.

Na sua visão deturpada da realidade, a mulher que ama demais acha "bonzinhos e chatos" os homens gentis, seguros e genuinamente interessados nela. Ela não aprendeu ainda a amar e a ser amada, só a sentir dor, por isso inconscientemente procura parceiros que a façam sofrer. Normalmente este processo está tão associado a um processo de negação tão grande que a própria pessoa dificilmente se apercebe do que está a acontecer.

Um relacionamento complicado pode gerar comportamentos co-dependentes numa pessoa que até então teve relacionamentos saudáveis. Nesse caso é possível que o tipo de comportamento adquirido seja transportado para os novos relacionamentos. Também há casos em que após um relacionamento com um co-dependente, a pessoa “sã” parece repetir o comportamento do antigo parceiro nas relações futuras. É por isso que se deve-se tomar algum cuidado para evitar repetir esses padrões de comportamento.

Existe cura, claro! Mas a cura consiste na aceitação da realidade e na modificação dos velhos hábitos e padrões de comportamento. É necessária muita coragem para assumir a situação e começar a mudar alguns dos nossos comportamentos. Talvez por isso muitas pessoas continuem durante anos sem o fazer. É fundamental criar a auto estima e o amor próprio e com isso melhorar os relacionamentos com os outros e connosco mesmo.


Os Grupos MADA, Mulheres que Amam Demais Anónimas e CODA, Co-Dependentes Anónimos, fazem reuniões anónimas segundo as tradições dos Alcoólicos Anónimos e dispõem de diversa literatura.


In http://acc.paginas.sapo.pt/acc1/index.html

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segunda-feira, 22 de Dezembro de 2008

Intemporal!

Perfeito!

quinta-feira, 11 de Dezembro de 2008

Cuidado com Língua!

Um programa que vale a pena, não passa em horário nobre, embora devesse passar, mas para quem tem a sorte de o apanhar aprende sempre qualquer coisa sobre a língua portuguesa!
Eu ando a aprender muito coisa com o Diogo Infante.

Cuidado com a Língua!

domingo, 7 de Dezembro de 2008

Sabia que...

“Para um país, como Portugal, com uma produção anual por habitante de 450 kg, o volume anual produzido é de 22,5 milhões de metros cúbicos de lixo urbano. Isto é, um volume suficiente para cobrir 2.250 campos de futebol com um metro de altura de lixo.”

João Levy in Resíduos Sólidos Urbanos, Princípios e Processos”



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Resultado: 39 pontos

Os outros te vêem como alguém sensível, cauteloso, prático e cuidadoso. Te vêem como inteligente, talentoso, mas modesto. Não uma pessoa que faz amigos muito rápido e fácil, mas alguém extremamente leal aos amigos que você faz e que espera a mesma lealdade deles. Aqueles que realmente te conhecem percebem que é difícil abalar sua confiança em amigos, mas também leva um bom tempo para recuperá-la se esta confiança se acaba.

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Teste de Inteligência

Resultado: 11 pontos

Você tem um nível de inteligência um pouco acima do normal. Provavelmente já desconfiava disso, mas agora está comprovado. Você está entres os 20% de pessoas com inteligência acima da média. Parabéns, pois falta pouco para se tornar um gênio.

Teste a Sua Inteligência

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sábado, 6 de Dezembro de 2008

Livro de Reclamações das Crianças