terça-feira, 28 de julho de 2009

Danilo Gouveia - 40 Anos de Pintura (1960-2000)




Uma vez por outra no mundo nascem verdadeiros artistas, e alguns de nós têm a sorte de conhecê-los em vida para relembrá-los para sempre mesmo depois de partirem. Tenha tido o reconhecimento merecido, ou não, foi e sempre será um dos maiores artistas que esta Ilha já teve, e para além disso uma pessoa fascinante.

Os verdadeiros artistas são isso mesmo, pessoas simples para os que os rodeiam mas muito complexas por dentro, a humildade aparente faz com que hoje ainda seja lembrado, pelo artista e pelo homem que foi.

Na nossa infância podemos não perceber que estamos perante um grande artista, principalmente quando estamos perante alguém que nunca usou de vedetismos, mas mais tarde percebemos que aqueles passeios no pequeno carro azul tinham outro significado, e que por trás de todo aquele sentido de humor e naturalidade “morava” a alma solitária e incompreendida de um verdadeiro artista.

Alguns de nós vamos poder dizer que conhecemos na vida um verdadeiro artista, um daqueles mesmo verdadeiro, não os que aparecem em revistas, não os bajulados por todos, não aqueles que enriquecem rapidamente com a venda das suas obras nem desdenham do trabalho dos demais para se encher dentro de si, mas sim o artista completo e simples que nos transmite a beleza da sua arte através daquilo que faz mas também a partir daquilo que é.

Nunca tirarei da imagem aquela figura alta e enigmática, de pincel na mão em frente ao cavalete, franzindo o sobrolho, ou em frente ao computador acompanhando a evolução do seu tempo. Para sempre me lembrarei do que é um verdadeiro artista, e poderei dizer que conheci um, um dos melhores!

"Quando em 1960, fiz a exposição não conseguia imaginar, ou melhor, imaginava o meu percurso de uma forma totalmente diferente do que realmente foi.

Passaram-se muitas coisas. Sobretudo, aprendi e aprendi muita coisa e até penso que o mais importante é ainda não me ter cansado de aprender.

Não sei bem porquê mas desde que me lembro, sempre quis ser pintor, fundamentalmente ser pintor e para sê-lo o percurso foi forçosamente arriscado. Durante todos estes anos, tive de pagar um preço… quase sempre incompreensão, desconfiança, hostilidade, muitas vezes a “fome” interior.

Mas apesar de tudo o balanço é positivo. Ser pintor foi a realização de um sonho e criar coincidiu sempre com sonhar… Valeu a pena porque muita gente começou a perceber os meus “sonhos” e com ou sem lanterna encontrei alguns que sentiram emoção ao contemplar o que fiz.

Nunca teórico. A intuição e sobretudo o fazer foram encontrando o que tinha sonhado. Valeu realmente a pena porque corri o risco de ir abrindo uma série de portas sem saber o que estava para além delas, corri o risco de salvar os meus sonhos.

Não posso deixar de cita Fernando Pessoa, ele mesmo: “O que não temos, ou não ousamos ou não conseguimos, poderemos possuí-lo em sonho e é com esse sonho que fazemos arte”.

Tive de renunciar a muita coisa. Infelizmente nunca deixei de sofrer com a solidão e aborreci-me muitas vezes por não andar senão comigo.

Neste percurso, há uma referência fundamental o Jazz… o ritmo, a improvisação, o espaço de liberdade…

Quem estiver atento, poderá ler isso mesmo e encontrar coincidências nos sons e nas cores e se sentir alguma Alegria e Paz, então valeu realmente a pena."

Danilo Gouveia

Danilo Gouveia e Fernando Homem da Costa


Auto-retrato

terça-feira, 14 de julho de 2009

Pensamento...


(...) - Segundo os estudiosos, temos todos os dias cerca de setenta mil pensamentos. Positivos e negativos, banais e profundos. Não devemos julgá-los: são como nuvens que passam. Somos responsáveis pelo que fazemos, mas não pelo que pensamos. Por isso, quando alguma ideia te angustia, limita-te a colocar-lhe a etiqueta "pensamento" e deixa-a passar. (...)"

Francesc Miralles e Care Santos in O melhor lugar do Mundo é aqui mesmo

quarta-feira, 3 de junho de 2009

HOME - Eu vou lá estar!

Estreia Mundial do Filme HOME

05 de Junho, Sexta, 21H00, Centro de Congressos da Madeira

Home é uma longa-metragem realizada por Yann Arthus-Bertrand e produzida pelo famoso realizador Luc Besson. Sem recorrer a argumentos políticos e constituído por paisagens aéreas do mundo inteiro, Home pretende sensibilizar a opinião pública mundial sobre a necessidade de alterar modos e hábitos de vida a fim de evitar uma catástrofe ecológica planetária. Yann Arthus-Bertrand leva-nos numa viagem original à volta da Terra, para que possamos contemplá-la, entendê-la. HOME vai ajudar-nos a perceber a nossa relação com o nosso planeta. Serão revelados, em simultâneo, as preciosidades que ela nos oferece e as marcas que deixamos para trás, com o único objectivo: encorajar-nos a proteger o mundo.

Fonte: Site da Fnac

domingo, 24 de maio de 2009

"Educar os Filhos"



“Acusado de tudo, de fascista para baixo, o pediatra líbio-francês Aldo Naouri diz que que os pais se demitiram do seu papel de educadores e em vez disso se dedicam a satisfazer a criança no desejo de se fazerem amar. Diz que transmitimos à criança que não só pode ter tudo como tem direito a tudo, içando-a ao topo do edifício familiar, onde ela nunca esteve…Diz que estamos perante uma epidemia que encoraja os pais a seduzirem as crianças, tornando-as seres obsessivos, inseguros, amorfos e emocionalmente ineptos, que não sabem gerir as suas pulsões e são incapazes de encontrar o seu lugar no mundo.”

Catarina Fonseca in Activa (Maio 09)

“…Hoje, todo o tipo de transcendência desapareceu, e quem ficou no lugar de Deus?...”

“ A saúde física e psíquica das crianças fabrica-se na cama dos pais. Porque isso não acontece, é que há tantos divórcios, e depois a vida torna-se muito mais complicada para a mãe, o pai e a criança…”

“Todo o mundo vai no sentido de deixar a criança fazer o que quer, porque é mais fácil que ela não cresça. Mas o que vai acontecer é que essas crianças, se não travadas, vão fabricar sociedades absolutamente abomináveis, onde será cada um por si, onde não haverá solidariedade”.

“Uma vez, apareceu-me uma mãe muito alarmada porque a filha não dormia. Aconselhei-a a dizer à criança, antes de dormir: “Podes dormir tranquila. Não preciso mais de ti hoje.” E a criança dormiu a noite toda.”

Aldo Naouri in Activa (Maio 09)


Não custa nada...

terça-feira, 28 de abril de 2009

C.S.I. Funchal


Vale a Pena visitar...e futuramente, assistir!

http://csifunchal.blogspot.com/


quarta-feira, 15 de abril de 2009

Ellen Fisher Turk


Ellen Fisher Turk - SITE OFICIAL


A Fotógrafa – Ellen Fisher-Turk vive e trabalha em Nova Iorque. Iniciou sua carreira como repórter de rádio e posteriormente como produtora e directora de documentários (…)

Nos últimos dez anos tem trabalhado em duas frentes: como terapeuta, actua na educação de crianças especiais de 3 a 5 anos de idade. É graduada em Educação Especial com especialização em Problemas de Aprendizagem.

O uso terapêutico que faz da fotografia é conhecido como Foto Terapia. Nesse trabalho, utiliza fotos em preto e branco de mulheres vestidas ou nuas, associado à escrita de um diário, com o objectivo de transformar a imagem que as mulheres têm do seu corpo e a sua auto-estima. Muito já foi escrito sobre seu trabalho e divulgado internacionalmente.

Ellen Fisher-Turk expôs o trabalho em fotografia, que agora é apresentado no Sesc Pinheiros, em Nova Iorque, Las Vegas, Ohio, Boston e recentemente no Centro Cultural Recoleta, em Buenos Aires.

Já ministrou workshops sobre seu método de trabalho em foto-terapia em universidades e hospitais americanos e participou de encontros e conferências sobre distúrbios alimentares como anorexia e bulimia, além de artigos publicados em revistas americanas como a People, Elle, e jornais como El Clarín (Argentina) e The Observer (Londres), The New York Post (Nova Iorque), Mademoiselle e Joy (Berlin); entre outros. Participou de programas de TV americanas MSNBC e Oprahs Oxygen Network, e Good Morning América, entre outros.

Fonte: http://forum.brfoto.com.br/index.php?showtopic=11267

Retratos da Nossa Terra


A exposição itinerante de fotografia “Retratos da Nossa Terra – Madeira e Porto Santo”, promovida pela Câmara Municipal do Funchal e pelo Jornal da Madeira, será apresentada, no Teatro Municipal Baltazar Dias, a partir do dia 15 de Abril. A inauguração está agendada para as 18 horas.

Obras de: Agostinho Marcelino Gomes e Teles João Agostinho Ornelas do município de Santana, Franklin Gomes Nunes e Joana Homem da Costa, de Santa Cruz, Liliana Cardoso e Pedro Freitas Fernandes de São Vicente, Elisabete Rodrigues Andrade da Ponta do Sol, Márcia Rubina Pereira Mendonça do Porto Moniz, Pedro Paulo Freitas Menezes do Porto Santo e Cláudio Micael da Ribeira Brava. Valter Gouveia da Calheta, Dário Miguel Ferreira dos Santos de Câmara de Lobos, Roberto Ramos ) e Maria Gorete Fernandes do Funchal e Carla Micaela Rodrigues Gomes de Machico .


Lê a noticia na integra em: http://www.jornaldamadeira.pt/not2008.php?Seccao=13&id=110197